PORTARIA MS Nº 2.048, DE 03 DE SETEMBRO DE 2009 (5Mb): Aprova o Regulamento do Sistema Único de Saúde (SUS).
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Manual de Regulação Médica das Urgências
Portaria GM/MS nº 479, de 15 de abril de 1999: Cria mecanismos para a implantação dos Sistemas Estaduais de Referência Hospitalar em Atendimento de Urgências e Emergências e critérios para classificação e inclusão dos hospitais nos Sistemas Estaduais de Referência Hospitalar em Atendimento de Urgências e Emergências,
Portaria nº 824/GM de 24 de Junho de 1999: Aprovar o texto de Normatização da Atividade Médica na Área da Urgência-Emergência, na sua Fase Pré-Hospitalar.
Portaria SAS/MS nº 356 de 22 de setembro de 2000: Estabelece os recursos financeiros, por estado e Distrito Federal, destinados à implementação do Componente II do Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento – Organização, Regulação e Investimentos na Assistência Obstétrica e Neonatal. Estabelece também o conceito geral, os princípios básicos, diretrizes e competências das Centrais de Regulação Obstétrica e Neonatal a serem implantadas, nos seus respectivos âmbitos de atuação – estadual, regional e municipal
Portaria GM n.º 814 de 01 de junho de 2001: Estabelece o conceito geral, os princípios e as diretrizes da Regulação Médica das Urgências e estabelece a Normatização dos Serviços de Atendimento Pré-Hospitalar Móvel de Urgências já existentes, bem como dos que venham a ser criados no País.
PORTARIA GM Nº 2.048, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2002: Aprovar, na forma do Anexo desta Portaria, o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência.
PORTARIA GM Nº 1.863, DE 29 DE SETEMBRO DE 2003: Institui a Política Nacional de Atenção às Urgências, a ser implantada em todas as unidades federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão.
PORTARIA GM Nº 1.864, DE 29 DE SETEMBRO DE 2003: Institui o componente pré-hospitalar móvel da Política Nacional de Atenção às Urgências, por intermédio da implantação de Serviços de Atendimento Móvel de Urgência em municípios e regiões de todo o território brasileiro: SAMU 192.
- PORTARIA GM Nº 2.072, DE 30 DE OUTUBRO DE 2003: Institui o Comitê Gestor Nacional de Atenção às Urgências.
- Decreto Presidencial 5055 de 27 de abril de 2004: Institui o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Municípios e regiões do território nacional, e dá outras providências.
- PORTARIA GM Nº 1.828, DE 2 DE SETEMBRO DE 2004: Institui incentivo financeiro para adequação da área física das Centrais de Regulação Médica de Urgência em estados, municípios e regiões de todo o território nacional.
- PORTARIA GM Nº 2.420, DE 9 DE NOVEMBRO DE 2004: Constitui Grupo Técnico – GT visando avaliar e recomendar estratégias de intervenção do Sistema Único de Saúde – SUS, para abordagem dos episódios de morte súbita.
PORTARIA GM Nº 2.657, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2004: Estabelece as atribuições das centrais de regulação médica de urgências e o dimensionamento técnico para a estruturação e operacionalização das Centrais SAMU – 192.
Portaria Nº 2.970, de 8 de Dezembro de 2008: Institui diretrizes técnicas e financeiras de fomento à regionalização da Rede Nacional SAMU 192.
Portaria Nº 2.971, de 8 de Dezembro de 2008: Institui o veículo motocicleta – motolância como integrante da frota de intervenção do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência em toda a Rede SAMU 192 e define critérios técnicos para sua utilização.
Portaria Nº 2.972/GM de 9 de Dezembro de 2008: Orienta a continuidade do Programa de Qualificação da Atenção Hospitalar de Urgência no Sistema Único de Saúde - Programa QualiSUS, priorizando a organização e a qualificação de redes loco-regionais de atenção integral às urgências.
Portaria Nº 1.020, de 13 de Maio de 2009: Estabelece diretrizes para a implantação do componente pré-hospitalar fixo (Unidades de Pronto-Atendimento - UPA e Salas de Estabelecimento - SE) para a organização de redes locorregionais de atenção integral às urgências em conformidade com a Política Nacional de Atenção às Urgências.
ESTADO DE CHOQUE
ATENDIMENTO EMERGENCIAL PRÉ-HOSPITALAR
ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR
Protocolo Internacional de Atendimento Pré-hospitalar
Para qualquer assunto que você queira estudar, sempre haverá um livro, artigo ou apostila. Em primeiros socorros também há, só que não dá tempo de recorrer a eles !
URGÊNCIA - Situação onde não há risco à vida
EMERGÊNCIA - Situação onde há risco á vida
SOCORRO BÁSICO - são os procedimentos não invasivos.
SOCORRO AVANÇADO - são os procedimentos invasivos.
ASPECTOS LEGAIS DO SOCORRISMO
· OMISSÃO DE SOCORRO (ART. 135º DO CÓDIGO PENAL.)
Todo cidadão é obrigado a prestar auxílio a quem esteja necessitando, tendo
três formas para fazê-lo:
atender, auxiliar quem esteja atendendo ou solicitar auxílio.
Exceções da lei (em relação a atender e/ou auxiliar): menores de 16 anos, maiores de 65, gestantes a partir do terceiro mês, deficientes visuais, mentais e físicos (incapacitados).
Telefones de emergência:
CB: 193
SAMU: 192
PM: 190
“ A principal causa-morte pré-hospitalar é a falta de atendimento. A segunda é o socorro inadequado.”
ETAPAS BÁSICAS DO SOCORRISMO
Toda vez que um socorrista realizar um atendimento, ele levará em consideração dois fatores iniciais:
1 - Está consciente ou não? Vítima consciente já demonstra estar viva.
2 – É evento clínico ou traumático? Em princípio, os eventos clínicos nos permitem maior liberdade de manipulação das vítimas.
Análise da cena
• cuidados com a segurança do profissional (prioridade)
• observação
• sinalização
Análise da cena - Abordagem da vítima
• verificação da responsividade – pode ser realizada a distância. Procuramos
perceber as manifestações da vítima.
• checagem dos sinais vitais – só pode ser realizada em contato com a vítima.
Abordagem da vítima
Se for na maca, colocamos ambas as mãos nos ombros do vítima e falamos com ele. Se for no chão, apoiamos um joelho e colocamos ambas as mãos nos ombros da vítima.
Sinais - são os indicativos que obtemos sem auxílio da vítima.
Sintomas - são os indicativos que obtemos com auxílio da vítima.
SINAIS VITAIS - – formas de checagem: “"VER / OUVIR / SENTIR"
. respiração – geralmente usa-se o dorso da mão para sentir.
. pulso – carotídeo (em adultos e crianças) / braquial (em bebês).
. pressão arterial – precisa-se de instrumental específico.
. temperatura – precisa-se de instrumental específico.
Checando respiração: Em lactentes não fazemos hiperextensão cervical.
SINAIS DE APOIO
– são os que fornecem mais informações sobre o estado da vítima. Não são prioritários, mas são válidos para mais informações.
. cor e umidade da pele – pode indicar problemas circulatórios e hipotermia. São avaliados pela observação e toque na vítima. Independem do estado de consciência.
. motilidade – avaliamos lesões musculares e déficit neurológico. Avaliamos pela observação e solicitando ações à vítima. Só pode ser avaliada nas pessoas conscientes.
. sensibilidade – idem ao anterior e mais a hipotermia.
. fotorreatividade pupilar (pupilas dilatadas chamam-se midríase e contraídas chamam-se miose) – o problema não é a posição final da pupila e sim a ausência de sua reatividade. Midríase paralítica pode ser indicativo de hipóxia cerebral, edema intracraniano, hipovolemia, TCE. Miose pode indicar envenenamento, intoxicação. A presença de midríase e miose juntas, geralmente indica edema intracraniano por TCE, sendo que o edema nesses casos localiza-se do lado da midríase. Utiliza-se uma lanterna clínica para avaliação e independe do estado de consciência da vítima.
Observação
Se a vítima apresentar duas midríases ou duas mioses, chamamos de “pupilas isocóricas” ou estando em “isocoria”. Se a apresentar midríase e miose ao mesmo tempo, chamamos de “anisocóricas”, ou estando em “anisocoria”.
• enchimento capilar – pelo tempo decorrido, estimamos a perfusão sanguínea ou se houve alguma lesão traumática naquele segmento, que retarda a irrigação. Essa lesão também pode ser vascular. A avaliação depende da luminosidade do ambiente, mas independe do estado de consciência da vítima.
Comprimindo a unha e Observando o enchimento.
Observação
O tempo ideal desse teste é o que levamos para dizer “enchimento capilar” após soltarmos a compressão na unha.
ROTEIRO DE PRIORIDADES NO ATENDIMENTO
A ABERTURA DAS VIAS AÉREAS COM CONTROLE CERVICAL
B BOA VENTILAÇÃO
C CONTROLE HEMODINÃMICO (CIRCULAÇÃO / CONTROLE DAS HEMORRAGIAS)
D DÉFICIT NEUROLÓGICO
E EXPOSIÇÃO COMPLETA DA VÍTIMA E CONTROLE TÉRMICO
* TODA VÍTIMA DE TRAUMA POSSUI LESÃO CERVICAL ATÉ PROVAR O CONTRÁRIO!
* O ESTADO DE UMA VÍTIMA É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO NÚMERO DE INFORMAÇÕES OBTIDAS PELO SOCORRISTA.
* NÃO SE ADMINISTRA NADA VIA ORAL PARA VÍTIMAS INCONSCIENTES!
“A” (Hiperextensão cervical)
É a manobra mais utilizada, pois a maior causadora de obstrução das vias aéreas superiores é a queda da língua.
Em lactentes não fazemos hiperextensão cervical para abrir as vias aéreas e nem para checar a respiração. A manobra
nesses casos chama-se “retificação cervical”.
- Cabeça na posição retificada(Mostrando a queda da língua)
- Cabeça em hiperextensão(Mostrando a língua elevada)
- Empuxo mandibular (Repare na posiçãodo polegar e indicador)
- Lateralização da vítima(Serve para liberar as vias aéreas e exame físico)
Manobra de Heimlich
Também conhecida como “compressões abdominais”. Destinada às obstruções causadas por corpos estranhos sólidos. Em crianças e adultos é realizada no epigástrio. Em gestantes e lactentes, essa manobra é realizada no tórax, sobre o esterno, sendo entre os seios na gestante e na linha mamilar com os dedos indicador e médio nos lactentes.
Estabilização cervical
O colar cervical não dispensa a estabilização manual.
“B”
Ventilação boca-a-boca (Pode ser boca-nariz, Em lactentes é boca-a-boca/nariz.)
Ventilação boca-máscara (Duas mãos fixando a máscara)
Ventilação ambú-máscara(Duas mãos fixando a máscara)
Ventilação ambú-tubo (Em lactente)
“C” Compressão torácica
Em crianças e adultos é realizada sobre o terço inferior do esterno, utilizando-se ambas as mãos apoiando apenas a região tenar e com os cotovelos estendidos. Em lactentes, essa manobra é realizada com os dedos médio e
anelar sobre o esterno, abaixo da linha mamilar. Nas gestantes, a execução é como nos adultos, porém é importante e tração do útero gravídico para a esquerda, objetivando a descompressão da veia cava inferio e artéria aorta.
Pode ser feito a Massagem cardíaca sobre a maca ou a Massagem cardíaca no chão.
Controle das hemorragias
Geralmente é realizado com a compressão de gaze sobre o local da hemorragia. Mas também pode ser necessária a aplicação de um garrote ou torniquete, dependendo do local da hemorragia e do volume de sangue.
Pode ser Compressivo apropriado e Compressivo improvisado“D”
Não se administra nada via oral para pessoas inconscientes pelo risco da broncoaspiração.
“E” Exame físico da vítima
Objetivando procurar lesões e hemorragias. O exame físico será interrompido se for encontrada: PR / PCR / hemorragia significante / fratura bi-lateral de fêmur e/ou de quadril.
• Roteiro do exame físico – vítima em decúbito dorsal. cabeça / pescoço / tórax / abdômen / quadril / genitália / membros inferiores / membros superiores / coluna vertebral / nuca.
Sempre que o profissional desconfiar que há uma lesão, procederá como se houvesse.
Controle térmico
Manter a vítima aquecida é uma das preocupações no atendimento em via
pública ou em qualquer lugar onde possa ocorrer
queda de temperatura corporal.
PRIORIDADE ABSOLUTA (CHAMADO DE A B C DA VIDA)
A ABERTURA DAS VIAS AÉREAS COM CONTROLE CERVICAL
B BOA VENTILAÇÃO
C CIRCULAÇÃO E CONTROLE DAS HEMORRAGIAS
Em princípio, as letras “D” e “E” não são prioridades no primeiro atendimento.
Avaliação Primária
Responsividade
Sinais Vitais
A / B / C
Atenção!
A Avaliação Primária só será interrompida se ocorrer ou for verificada:
obstrução das vias aéreas / parada respiratória / parada cárdio-respiratória / grandes hemorragias / fratura bi-lateral de fêmur.
Avaliação Secundária
Sinais de Apoio
Exame físico
REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR (RCP)
· PARADA RESPIRATÓRIA (P.R.) - INTERRUPÇÃO BRUSCA DA FUNÇÃO PULMONAR
· PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA (P.C.R.) - SUSPENSÃO IMEDIATA DAS FUNÇÕES PULMONAR E CARDÍACA
IMPORTANTE
NÃO HÁ PARADA SOMENTE CARDÍACA, POIS ESSA SITUAÇÃO É IMPOSSÍVEL DE OCORRER. PARANDO O CORAÇÃO, IMEDIATAMENTE OCORRERÁ PARADA DA FUNÇÃO PULMONAR, OU SEJA, PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA.
Em adultos (de 8 anos em diante)
• 1 ou 2 executantes
2 ventilações X 30 massagens cardíacas (compressões torácicas)
Em crianças (de 1 até 8 anos)
• 1 executante 2 ventilações X 30 massagens cardíacas
• 2 executantes 2 ventilações X 15 massagens cardíacas
* CHECAGEM DA RESPIRAÇÃO (QUALQUER VÍTIMA) - VIAS AÉREAS
* CHECAGEM DO PULSO (VÍTIMA INFANTIL E ADULTA) - NO CAROTÍDEO
¨ INICIA-SE A MANOBRA DE RCP SEMPRE PELA INSUFLAÇÃO!!
RCP em crianças e adultos
1 - checando a respiração - Realizando hiperextensão cervical
A checagem da respiração inicialmente é realizada sem a hiperextensão. Caso não seja constatado movimento ventilatório, fazemos a hiperextensão da cabeça para verificar se a ausência da respiração é devida à queda da língua no oro-faringe.
2 – ventilando- Preferencialmente boca-a-boca, mas pode ser boca-nariz.
3 – checando o pulso - Carotídeo (com os dedos indicador e médio).
4 – massageando - No terço inferior do esterno, apoiando a região tenar.
Em lactentes (de 0 até 1 ano)
• 1 executante
2 ventilações X 30 massagens cardíacas
RCP em lactentes
1 – checando a responsividade (Tocando o bebê)
2 – checando a respiração (sem hiperextensão)
3 – insuflando - Boca-a-boca/nariz (sem hiperextensão)
4 – checando o pulso(Braquial)
5 – massageando (Dois dedos na linha mamilar)
6 – ventilando e massageando
- checagem da respiracao (em qualquer vítima) . vias aereas
- checagem do pulso (em criancas e adultos) . carotideo
- checagem do pulso (em bebes) . braquial
- Iniciamos a manobra de RCP sempre pelas ventilações!!
OBSERVAÇÃO
1 - a Associação Americana do Coração preconiza que a RCP seja realizada por apenas uma pessoa, até a exaustão, para somente então ser realizada a troca do executante, por motivo de sincronia! Exceção para os casos onde os executantes estejam acostumados a fazerem juntos.
2 - o centro respiratório, localizado no bulbo raquídeo é constituído por duas partes: o apnêustico, estimulado pelo CO2 e o pneumotáxico, estimulado pelo O2. Portanto, o alto percentual de CO2 insuflado nas ventilações da RCP, no ato do socorro básico é essencial.
COMPLICAÇÕES NA RCP
(PODEM OCORRER MAS NÃO SÃO INDICATIVOS OBRIGATÓRIOS DE INTERRUPÇÃO DA RCP)
¨ FRATURAS DE COSTELAS - EM PRINCÍPIO CONTINUAMOS.
¨ FRATURAS DE ESTERNO - TORNA-SE CONTRA-INDICAÇÃO.
¨ LUXAÇÃO COSTO-ESTERNAL - EM PRINCÍPIO CONTINUAMOS.
¨ PERFURAÇÃO DE VÍSCERAS (CORAÇÃO / PULMÕES / AORTA / DIAFRAGMA / ETC...) - DEPENDE DE EXAMES COMPLEMENTARES PARA QUE HAJA CONFIRMAÇÃO DA LESÃO.
CONTRA-INDICAÇÕES DA RCP (SÃO AS SITUAÇÕES QUE, QUANDO ENCONTRADAS, JÁ SÃO INDICATIVOS PARA A NÃO REALIZAÇÃO DO PROCEDIMENTO DE RCP, PORÉM, EM CERTOS CASOS, A DECISÃO DE CONTINUAR OU NÃO FICARÁ A CRITÉRIO DO SOCORRISTA)
¨ PCR POR TRAUMA DE TÓRAX
¨ VÍTIMAS COM DOENÇAS EM ESTÁGIO TERMINAL
¨ VÍTIMAS COM MAIS DE 75 ANOS
¨ PCR OCORRIDA A MAIS DE 15 MINUTOS
¨ SURGIMENTO DE RIGIDEZ CADAVÉRICA
ATENÇÃO
NA ABORDAGEM DA VÍTIMA, CHECAMOS PRIMEIRO A RESPIRAÇÃO.
EM CASO DE AUSÊNCIA, REALIZAMOS DUAS INSUFLAÇÕES.
SÓ ENTÃO CHECAMOS O PULSO. SE AUSENTE TAMBÉM, COMBINAMOS COM MASSAGENS CARDÍACAS!
POSSIBILIDADES DE RECUPERAÇÃO
Quanto mais rápido a vítima for atendida é aumentada a sua chance de recuperação e sobrevivência.
1`= 98% de chance 5` = 25% de chance 10` = 1% de chance
HEMORRAGIAS
· DEFINIÇÃO: PERDA AGUDA DE SANGUE. EM GERAL, TODAS AS HEMORRAGIAS DEVEM SER CONTIDAS
· CLASSIFICAÇÃO:
H. VENOSAS - SANGRAMENTO MAIS ESCURO, QUE SAI ESCORRENDO.
H. ARTERIAIS - SANGRAMENTO DE COR VIVA (RUTILANTE), QUE SAI EM JATOS.
H. EXTERNAS - SÃO AQUELAS COM ORIGEM NA SUPERFÍCIE CORPORAL.
H. INTERNAS - SÃO AQUELAS QUE NÃO OCORREM NA SUPERFÍCIE CORPORAL
AS HEMORRAGIAS INTERNAS:
PODEM SER DIVIDIDAS EM EXTERIORIZADAS OU NÃO EXTERIORIZADAS. SÃO EXTERIORIZADAS QUANDO O SANGRAMENTO APRESENTA- SE PARA O MEIO EXTERNO.
· INTERNAS EXTERIORIZADAS
OTORRAGIA - sangramento pelo conduto da orelha externa. Não fazemos tamponamento. Se a vítima está consciente, posicionamos em decúbito dorsal. Se estiver inconsciente ou com suspeita de trauma cervical, lateralizamos com a orelha que esteja sangrando para baixo.
EPISTAXE - sangramento pelas narinas. Fazemos compressão manual com a cabeça posicionada à frente 45º. Podemos utilizar gelo juntamente com a compressão, principalmente nos casos de trauma. Em último caso, fazemos
o tamponamento utilizando roletes de gaze com vaselina.
ESTOMATORRAGIA - sangramento proveniente da cavidade oral, podendo ser originada por ferimentos na bochecha, língua e extrações dentárias. Seja qual for o caso usamos gaze sobre a lesão, fazendo compressão, similar ao procedimento utilizado pelos dentistas. O gelo pode ser aplicado, na parte externa, nos casos de hemorragias dentárias.
Atenção!
As otorragias e epistaxes podem apresentar saída de líquor (líquido cefalorraquidiano / LCR), sendo isso um indício de TCE (Traumatismo Crânio Encefálico), e, portanto, todos os cuidados com a estabilização cervical devem ser tomados prioritariamente!
HEMOPTISE – sangramento de origem do aparelho respiratório, em geral dos pulmões e/ou árvore brônquica. Não utilizamos gelo nesse tipo de hemorragia. Na vítima consciente, o posicionamento é recostado e tentamos mantê-lo calmo. Esse sangramento tem características de coloração vermelha rutilante, espumante e é expelido por tosse. Em caso de vítima inconsciente ou com trauma associado, adotamos a lateralização. Se houver tosse no momento da posição recostada, colocamos sua cabeça para o lado a fim de facilitar o escoamento das secreções.
HEMATÊMESE – sangramento originário do sistema digestório alto (esôfago, estômago e duodeno), que normalmente é expelido por vômito, juntamente com restos alimentares. Costuma ter coloração escura como borra de café. Em vítimas conscientes, utilizamos saco de gelo sobre o epigástrio em decúbito dorsal e, em casos de vômito ou inconsciência, lateralizamos. Nos casos de hematêmese por trauma, se o vômito ocorrer muito rápido, sua coloração poderá ser vermelha normal, mas haverá presença de restos alimentares.
OBSERVAÇÃO: NUNCA UTILIZA-SE GELO DIRETAMENTE SOBRE A PELE, NEM SOBRE A GENITÁLIA E MUCOSAS!
· HEMOSTASIA: AÇÃO DE CONTENÇÃO DAS HEMORRAGIAS
· MÉTODOS DE HEMOSTASIA: - compressão direta – também chamada de compressão no local. É o método mais utilizado e eficaz.
ELEVAÇÃO DO SEGMENTO - USA-SE A GRAVIDADE À NOSSO FAVOR
COMPRESSÃO DIRETA ( TAMBÉM CHAMADA DE COMPRESSÃO NO LOCAL, É O MÉTODO MAIS EFICAZ)
LESÕES TRAUMÁTICAS
O TRAUMA É A DOENÇA QUE MAIS MATA ENTRE 05 E 40 ANOS!
CLASSIFICAÇÃO: FERIMENTOS / ENTORSES / LUXAÇÕES / FRATURAS
1 -FERIMENTOS
PERFURANTES
- mecanismo de ação: ocorre por pressão.
- características: geralmente apresenta orifício pequeno, o que dificulta a antisepsia e a avaliação da extensão da lesão.
Agentes causadores: a grande maioria é de objetos pontiagudos como pregos, tachinhas, furadores de gelo, etc, que podem ser encontrados fixados no local da lesão, porém, não obrigatoriamente necessitam possuir pontas. No
entanto não podem apresentar lâminas.
CORTANTE
- mecanismo de ação: ocorre por deslizamento.
- características: apresenta bordos regulares, o que em princípio facilita a cicatrização e a sutura. Podem possuir profundidade e extensão variáveis.
- agentes causadores: qualquer objeto que apresente lâmina, como faca, navalha, caco de vidro, etc...
CONTUSÃO
podem apresentar-se como: “hematomas” / “equimoses” ou escoriações”
- mecanismo de ação: ocorrem por trauma.
- características: nos casos dos “hematomas” e das “equimoses”, são os ferimentos que não rompem a integridade da pele. Quando ocorre a ruptura da pele são chamadas de “escoriações”. Os hematomas e as equimoses são identificados por manchas arroxeadas, sendo que as “equimoses” são mais difusas e os “hematomas” mais
Considera-se que todas as manchas azuladas e / ou arroxeadas no corpo são denominadas equimoses, mas onde puder haver coleta de sangue, será classificado como “hematoma”.
As “escoriações” são superficiais, sangram pouco, porém apresentam-se extremamente dolorosas.
ENTORSES
perda momentânea de contato das superfícies articulares – podem apresentar 3 graus. Ocorrem apenas em articulações.
Os graus de classificação das entorses são referentes à extensão da ruptura dos ligamentos, sendo conferido o 1º grau para nível microscópico, 2º grau para nível parcial e 3º grau para ruptura total.
LUXAÇÕES
perda definitiva de contato das superfícies articulares. Ocorrem apenas em articulações.
FRATURAS - SOLUÇÃO DE CONTINUIDADE ÓSSEA -
· FECHADAS - OCORRE APENAS A LESÃO ÓSSEA, SEM ROMPIMENTO DA INTEGRIDADE DA PELE.
- Procedimentos nas fraturas fechadas: evitar movimentação / checar pulsos distais (só em membros) / estabilizar / imobilizar.
· ABERTAS (COM OU SEM EXPOSIÇÃO ÓSSEA) - NESSES CASOS, ALÉM DA LESÃO ÓSSEA, OCORRE TAMBÉM A RUPTURA DA PELE, PORÉM A ESPÍCULA ÓSSEA PODE ESTAR EXTERIORIZADA OU SIMPLESMENTE TER CAUSADO A ABERTURA NA PELE E RETORNADO PARA O INTERIOR.
- Sempre que ocorrer uma fratura aberta, seja com exposição ou não, a prioridade será a hemostasia.
- Procedimentos nas fraturas abertas sem exposição: evitar movimentação / hemostasia / checar pulsos distais (só em membros) / cobrir o ferimento / estabilizar / imobilizar.
- Procedimentos nas fraturas abertas com exposição: evitar movimentação / hemostasia / checar pulsos distais (só em membros) / cobrir o osso exposto / estabilizar / imobilizar.
Pulsos distais nos membros superiores: gradial e ulnar
Pulsos distais nos membros inferiores: pedioso e tibial posterior
Cuidados básicos com os ferimentos abertos
¨ antes de qualquer atitude, proteja-se. Se a ferida apresenta sangramento, pare a hemorragia
¨ agora, lave o ferimento com agua e sabao neutro ou preferencialmente, soro fisológico
¨ cubra a ferida com gaze esterilizada.
¨ não use pomadas, nem qualquer outro produto que possa causar reação alérgica
APLICAÇÃO DE GELO
Em todos os casos de lesÃo aberta, a antitetÂnica é obrigatório! Uso do gelo. Nas lesões fechadas o gelo não pode ser usado diretamente sobre a pele, nem em ferimentos abertos, mucosas, globo ocular e genitália.
Deve ser aplicado no local da lesao fechada, envolvido em saco plastico, por 20', com intervalos de 20' tambem, sendo repetida a aplicação por três vezes.
ALTERAÇÕES PSICO-MOTORAS
DISTÚRBIOS DA CONSCIÊNCIA E DO COMPORTAMENTO
• Consciência – lucidez e orientação no tempo e no espaço.
• Comportamento – conduta de acordo com o padrão da sociedade local.
• Síncope - inconsciência até 3’ ??
- é a perda da consciência completa e breve, levando a um estado de morte aparente, porém com a característica da retomada de consciência espontânea.
• Coma – inconsciência por mais de 3’ ??
- geralmente as vítimas apresentam apenas as funções vegetativas, mas que podem ainda assim estarem reduzidas.
No atendimento de emergência, a classificação da inconsciência como síncope ou coma não é prioridade. O socorrista atende da mesma forma, ou seja, os procedimentos são referentes a uma pessoa inconsciente!
CAUSAS DE ALTERAÇÕES DA CONSCIÊNCIA
. Hipoglicemia . Diminuição do % de glicose circulante (ocorre em qualquer pessoa)
- a administração de açucar por via oral e o procedimento clássico, contanto que a vítima esteja consciente. Nos casos de inconsciência, o açucar poderá ser posto na mucosa sublingual, sem haver deglutição.
. Hiperglicemia . O aumento do %de glicose circulante (ocorre somente em diabeticos)
- a conduta e a administracao de insulina. Nos casos de inconsciência onde não temos diagnóstico de hipo ou hiperglicemia, e colocado açucar sublingual. Se a víitima reagir satisfatoriamente, temos a confirmação de hipoglicemia. Em caso contrário, confirmamos hiperglicemia. Portanto, se houver dúvida quanto ao diagnóstico, no caso de diabéticos e inconscientes, a administracao de açúcar sublingual e o procedimento indicado.
. Convulsão . na crise convulsiva pode ocorrer diminuicao de aporte sanguineo cerebral com todos os resultados ja conhecidos.
ATENÇÃO
Na convulsão, a vítima não enrola nem engole a língua e a saliva não é contagiosa. A crise convulsiva é dividida em duas fases distintas:
1 - Fase tônico-clônica - duração de 40” a 1’, onde a principal preocupação é evitarmos outras lesões, principalmente T.C.E., realizando a contenção da cabeça e assim evitando choques com o solo.
2 - Fase de relaxamento - não tem duração pré-determinada. É onde a vítima corre risco, pois estando geralmente em decúbito dorsal, sofre a ação da gravidade, ocasionando queda da língua e provocando asfixia. Tomamos
cuidados com a permeabilidade das vias aéreas, e a colocamos lateralizada, para escoamento das secreções da boca.
Posição de recuperação (deitado em decúbito lateral do lado esquerdo)
Observações
1 – Essa posição é adotada nas emergências clínicas, principalmente nas pessoas inconscientes. Devem ser posicionadas preferencialmente para o lado esquerdo. É a posição ideal para os casos de pessoas que não recuperaram a consciência na fase de relaxamento da convulsão.
2 – Três motivos pelos quais o lado esquerdo é preferencial na Posição de recuperação.
- Curvatura da Aorta (Facilita o escoamento sanguíneo pelo aórtico)
- Fundo do estômago (Mantém o conteúdo gástrico no fundo do estômago)
- Veia cava inferior (Evita compressão da veia cava inferior)
TÉCNICAS DE IMOBILIZAÇÕES
• A estabilização cervical e sempre prioridade . É claro que se temos uma vítima com lesão traumática apenas em membros e o mecanismo não sugere trauma cervical, não haverá essa prioridade, porém, estabilizar a
região cervical será sempre uma preocupação, mesmo que seja por precaução.
• As imobilizações de um segmento devem abranger as articulacoes adjacentes . Quando fazemos imobilização em segmentos, temos que estabilizar as articulações adjacentes pelo fato das mesmas criarem segmentos instáveis.
• Pessoas inconscientes necessitam de vigilância mais próxima – se o socorrista estiver distante da vítima, a checagem dos sinais vitais será impossível de ser realizada.
• Em casos de lesões em um dos membros inferiores, utiliza-se o lado íntegro como amparo ao lado lesado – esse procedimento só é possível nos membros inferiores, e, normalmente utilizamos algum material, como colcha
/ cobertor / etc..., na intenção de aumentar a congruência entre os dois membros.
• Nas imobilizações de membros, não esquecer da checagem da sensibilidade, enchimento capilar e pulsos distais – uma imobilização é considerada bem feita quando permite a livre circulação sanguínea e não diminui a sensibilidade no segmento estabilizado.
TÉCNICAS DE TRANSPORTES
. Transporte so passa a ser prioridade quando:
1 . não há mais nada a fazer no local.
2 . quando dele depender a vida da vítima.
3 . quando o local oferecer risco a vítima ou ao socorrista.
. Metodos de transporte poderão ser com: 1, 2, 3 ou mais executantes . Não há técnicas de transporte com mais de 3 pessoas, pois o que ocorrerá será aumento de colaboradores, mas o método continuará sendo o mesmo.
Porém, no ambiente hospitalar, raramente fazemos transporte e sim remoções entre leitos, salas ou setores, e mesmo assim, em cadeiras de rodas ou macas.
. A escolha do método de transporte dependerá:
1 . da gravidade da lesão.
2 . do nº de pessoas disponíveis.
3 . do local do evento
. Antes de iniciarmos o transporte, temos que verificar: peso, posição e lesões da vítima / percurso / local onde se encontra / ajuda disponível.
Essas observações acima são particularmente verdadeiras nas ocorrências pré-hospitalares.
. Toda vítima que apresentar lesão de coluna tem que ser transportado em decúbito dorsal, sobre superficie plana e rígida (prancha), ou em último caso, em bandeja de braços . Não é admissível pensarmos em transportar
pessoas com TRM utilizando material que permita flexibilidade, desestabilizando a coluna.
O Mortímetro brasileiro
Vigilância epidemiológica, segundo a Lei 8.080/90, é “conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou a prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes da saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos”, nesse sentido, o Brasil somente começou a conhecer a doença trauma em meados de 70.
Quem são as vítimas do trauma? Sob qual circunstancias morreram? Qual a causa exata do óbito? Essas e outras questões não eram respondidas até o ano de 1975, quando foi implantado o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Até aquele ano o Brasil não dispunha de um sistema eficaz e nacional de vigilância epidemiológica. As coletas de dados eram realizadas de forma independente por alguns municípios, estes, quase nunca auxiliados pelo Estado.
Na década de 70, após diversos movimentos sociais (populares, trabalhadores da saúde, gestores), o Ministério da Saúde criou um sistema único para coleta de informações sobre mortalidade. O documento de entrada no sistema é a Declaração de Óbito (DO), padronizada em todo território nacional e substituindo os mais de 40 modelos diferentes reconhecidos como oficiais até então.
A Declaração de Óbito é o instrumento que permite conhecer as vítimas do trauma, entender a violência brasileira, propor ações preventivas... “Este documento, cuja importância somente é igualada pela certidão de nascimento, não é apenas algo que atesta o fechamento das cortinas da existência; ele possui um significado muito maior e mais amplo. Ele é um instrumento de vida. A declaração de óbito é uma voz que transcende a finitude do ser e permite que a vida retratada em seus últimos instantes possa continuar a serviço da vida.” (Andrade/2006).
O Departamento de Epidemiologia da Universidade de São (USP) participou ativamente do processo de criação do SIM, treinando os codificadores da causa básica e servindo como sede para o Centro Brasileiro de Classificação de Doenças (CBCD), criado em 1976. Entretanto, somente 16 anos mais tarde, a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), desenvolveu um programa de informática para substituir o existente, agilizando o processo e descentralizando para o estado. Contudo, o aumento anual do fluxo de informações foi maior do que o esperado, ocasionando mais uma vez a lentidão do sistema.
Em 1998, foi desenvolvido um novo aplicativo para o programa, acompanhado de uma nova versão da DO (em três vias pré-numeradas sequencialmente), mais completa e abrangente. Além disso, o MS desenvolveu manuais para sua utilização, facilitando a coleta de dados em todos os municípios brasileiros.
Finalmente o Brasil estava pronto para numeralizar a hecatombe das tragédias brasileiras. O que proporcionou a criação das primeiras estratégias para o controle da doença, assim como, avaliar sua efetividade ao longo dos anos.
Pressão Intracraniana
A maioria dos quadros neurológicos de urgência requer intervenções cirúrgicas ou tratamento de suporte. A hipertensão intracraniana aguda (HIC) requer medidas terapêuticas específicas, dada a vulnerabilidade do sistema nervoso central (SNC).Nesses casos, a monitorização da pressão intracraniana (PIC) fornece informações importantes que precedem o aparecimento de sinais e sintomas de descompensação (lesões secundárias), permitindo, assim, um tratamento mais precoce e eficaz. Por outro lado, permite avaliar de maneira objetiva a eficácia das medidas terapêuticas.
Os cateteres intracranianos são utilizados para mensurar e monitorar continuamente a PIC, calcular a pressão de perfusão cerebral (PPC) e avaliar a complacência e a auto-regulação cerebral, prevenindo eventos que podem desencadear lesões cerebrais secundárias e/ou agravar lesões existentes.
A PIC é a pressão resultante da presença de três componentes dentro da caixa craniana:
- componente prenquimatoso: constituiído pelas estruturas encefálicas;
- componente liquórico: constituído pelo líquido cefalorraquidiano (LCR) das cavidades ventriculares e do espaço subaracnóide;
- componente vascular: caracterizado pelo sangue circulante.
O valor da PIC varia entre 0 a 15 mmHg, quando a pressão liquórica intraventricular é medida com o paciente em decúbito dorsal e a cabeça levemente elevada.
A teoria de Monro-Kellie afirma que o volume intracraniano é igual ao volume do encéfalo mais o volume do sangue cerebral acrescido do volume do LCR. Quaisquer alterações no volume de algum destes componentes, bem como a adição de uma lesão, podel levar a um aumento da PIC.
Define-se como pressão de perfusão cerebral (PPC) o gradiente existente entre a pressão arteria média (PAM) e a PIC, sendo aceitável valores acima de 70mmHg: PPC=PAM-PIC
Vantagens
- Detectar precocemente a elevação da PIC, permitindo suspeitar de lesões com efeito de massa e com risco de herniação
- Permitir a drenagem de líquor e controle da PIC, quando em posição ventricular
- Permitir a adoção de tratamento adequado
- Avaliar a eficácia do tratamento
Indicações
- Glasgow inferior a 9, com tomografia computadorizada (TC) de crânio anormal (presença de hematomas, contusões, edemas ou compressões cisternas).
- Glasgow inferior a 0, com TC de crânio normal, se dois ou mais fatores a segur forem contemplados: idade superior a 40 anos; pressão arterial sistólica inferior a 90 mmHg; postura anormal (descerebração/decorticação) uni ou bilateralmente.
- Outros fatores podem ser indicadores para monitorização da PIC como mecanismos de trauma, condições clínicas associadas e gravidade das lesões, por exemplo, monitoração de um paciente consciente, mas que apresente uma lesão traumática com efeito de massa.
FONTE: KNOBEL, E; LASELVA; C. R.; JUNIOR; D. F. M. Terapia Intensiva: Enfermagem. São Paulo: Editora Atheneu, 2006.
Oferta de Oxigênio e a Cânula Nasal
- 1 L/min = 25%
- 2 L/min = 29%
- 3 L/min = 33%
- 4 L/min = 37%
- 5 L/min = 41%
- 6 L/min = 45%
Um ponto importante a se observar é que a utilização da cânula nasal em adultos, quando em um fluxo menor ou igual a 4 L/min, não requer a umidificação.
Vantagens e Desvantagens da Cânula Nasal
Vantagens
- Não interfere na avaliação física do paciente
- Não impede a comunicação do paciente com a equipe de saúde
- Permite a fala e a alimentação
- Não há reinalação do ar expirado
- Útil em pacientes com predisposição à retenção de CO2
Desvantagens
- As passagens nasais devem estar pérveas
- Resseca a mucosa nasal
- Só pode ser usada se o paciente estiver com respiração espontânea
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Referências
AEHLERT, Bárbara. Advanced Cardiac Life Support. São Paulo, editora Elsevier, 2007.
MANTOVANI, Mario. Suporte Báscico e Avançado de Vida no Trauma. Rio de Janeiro, editora Atheneu, 2005.
NAENT. Prehospital Trauma Life Support. Rio de Janeiro, editora Elsevier, 2007.
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| IMPORTANTE |
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| Socorro | Evento | Classificação | Começar |
| 1 | Choque auto X objeto fixo | AVANÇADO | Começar |
| 2 | Atropelamento | BÁSICO | Começar |
| 3 | Queda de altura | AVANÇADO | Começar |
| 4 | Agressão | BÁSICO | Começar |
| 5 | Colisão/queda de moto | AVANÇADO | Começar |
| 6 | Choque elétrico | BÁSICO | Começar |
| 7 | Queda de moto | AVANÇADO | Começar |
| 8 | Capotamento de veículo | BÁSICO | Começar |
| 9 | Colisão de veículos | AVANÇADO | Começar |
| 10 | Queda de moto | BÁSICO | Começar |
Artigos em PDF
| Mauricio Vidal de Carvalho | |
| Utilização de prancha longa em vítimas de trauma sentadas Trabalho apresentado no V Congresso Brasileiro e III Latino Americano de Acidentes e Medicina de Tráfego. | Mauricio Vidal de Carvalho Israel Figueiredo Júnior |
| Israel Figueiredo Júnior Gláucia Macedo de Lima Mauricio Vidal de Carvalho | |
| Portaria 2048 de 05 de novembro de 2002 Íntegra da portaria do Ministério da Saúde que regulamenta o atendimento às urgências e emergências no território nacional. | Ministério da Saúde |
| Novo código nacional de trânsito | Governo federal |
| Mauricio Vidal de Carvalho | |
| APH e responsabilidade médica | Marcelo Talasso Salim |
| ABC do resgate | Harlei Saeta Coelho |
| Resgate brasileiro | Mauricio Vidal de Carvalho |
| Extricação veicular pesada | Mauricio Vidal de Carvalho |
| Rappel e resgate | Mauricio Vidal de Carvalho |
| Produtos perigosos | Mauricio Vidal de Carvalho |
| Princípios de combate ao fogo | Mauricio Vidal de Carvalho |
| Médico emergencista. Por que e para que precisamos | Mauricio Vidal de Carvalho |
| Mauricio Vidal de Carvalho Israel Figueiredo Júnior |
ICS relacionada à cateter vascular: refletindo sobre o melhor curativo
Dentre as ICS, 90% estão relacionadas à cateteres vasculares e por isso, sendo a equipe de Enfermagem responsável pela manipulação destes, o conhecimento dos fatores de risco e da fisiopatogenia das ICS é de extrema importância.
Os fatores de risco são:
- Idade e gravidade da doença de base;
- Cateterização vascular eletiva e/ ou urgência;
- Tipo de acesso: periférico e / ou central;
- Técnica de inserção;
- Sítio de inserção;
- Número de lúmens;
- Tempo de permanência do catéter;
- Tipo de soluções infundidas;
- Manipulação.
Fisiopatogenia:
Enfatizaremos os cuidados de Enfermagem na Manutenção do Cateter, pois 60% das infecções relacionadas ao cateter possuem como etiologia as bactérias da microbiota da pele.
Curativo do Sítio de Inserção do Cateter
- Antissepsia do sítio de inserção com clorexidine alcoólico ou álcool 70% (categoria IA) ou PVP-I (categoria IB)
- Não utilizar antibiótico tópico (IA)
- Trocar Curativo sempre que úmido ou com sujidades
Curativo Transparente ou Curativo com Gaze ???
- Qual a vantagem de um sobre o outro?
- Há alguma diferença em termos de infecção?
É notória a vantagem do curativo transparente sobre o de Gaze em relação à visualização; o primeiro fixa melhor o cateter, permite inspeção visual contínua do sítio de inserção e possibilita que o paciente faça sua higiene sem saturar o curativo, permitindo sua troca com menor freqüência que os curativos tradicionais, economizando tempo de enfermagem.
Mas... e o custo-benefício?
Além do já citado menor tempo de enfermagem devido à menor frequência de troca do curativo com filme transparente, a longo prazo seu custo mostra-se reduzido quando comparado ao curativo tradicional com gaze. O curativo feito com gaze deve ser trocado a cada 24h, SE seco e sem sujidades, ao contrário do curativo com filme transparente que pode ser trocado em até 7 dias, porém alguns autores indicam sua troca a cada 4-5 dias ou 2 vezes por semana.
Um curativo transparente com dimensões de 6x8 cm custa em média 5 reais e o de 10x12 aproximadamente 12 reais. Vale ressaltar que ao utilizar o curativo transparente, não é indicado a antissepsia da pele com PVP-I, por prejudicar a visualização dos sinais flogísticos.
E sobre a Infecção? Há diferenças??
O Center for Disease Control and Prevention (CDC) publicou em 2002 o Guideline for Prevention of Intravascular Catheter-Related Infections, destacando que embora os curativos com gaze apresentem maior índice de colonização, não foi comprovada diferença na incidência de flebites , podendo ampliar o tempo de uso do cateter sem aumentar o risco de troboflebite.
Portanto, observa-se que a escolha por uma ou outra cobertura diferencia-se apenas no que se refere às vantagens na visualização do sítio de inserção do cateter e comodidade durante a higienização do paciente, sem diferenças estatisticamente relevantes em relação ao índice de infecção.
Referências:
- Center for Disease Control and Prevention. Guidelines for Prevention of Intravascular Catheter-related infections. Disponível em: http://www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/rr5110a1.htm
- Infecções relacionadas ao cateter venoso central em terapia intensiva. Disponível em: http://www.hospitaldecaridade.com.br/informativos/coluna/docs/artigodiener.pdf
-Guia para tratamento de infecções relacionadas aos cateteres vasculares. Disponível em: http://www.ccih.med.br/guia-vascular12.html
- Notas sobre o "Guia para Prevenção de Infecção relacionada ao Acesso Vascular" (2.002). Disponível em: http://www.ccih.med.br/guia_vascular-2002.html
Aspiração Sistema Aberto vs. Fechado

A Pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM) tem uma alta taxa de mortalidade e com risco para sua ocorrência de 1% a 3% a cada dia em ventilação mecânica (CELIS, et al, 1998; RICHARD, et al, 1995; apud TEIXEIRA, et al, 2004).
Dentre as medidas de prevenção da PAVM, discutiremos a respeito da técnica de aspiração, comparando a de sistema aberto e sistema fechado.
A aspiração endotraqueal é um recurso mecânico simples e importante na rotina hospitalar, amplamente utilizado principalmente em pacientes em Unidade de Terapia Intensiva, sob ventilação mecânica ou não, com a finalidade de manter vias aéreas permeáveis, prevenir infecção, promover trocas gasosas, incrementar a oxigenação arterial e melhorar a função pulmonar. (COSTA, 199, apud FARIAS; FREIRE; RAMOS, 2006)
Os sistemas de aspiração aberto e fechado são igualmente eficazes na remoção de secreções. No entanto, o sistema fechado determina menor risco de hipoxemia, arritmias e de contaminação e deve ser preferido, principalmente em situações nas quais são usados valores de PEEP elevados, como na lesão pulmonar aguda. (JERRE et al, 2007; FARIAS; FREIRE; RAMOS, 2006)
“A principal vantagem do sistema fechado é realizar a aspiração sem a desconexão do circuito do ventilador. Isso, além de determinar menor alteração hemodinâmica e nas trocas gasosas, poderia implicar num menor risco de infecção. Porém, os estudos realizados não mostraram menor freqüência de pneumonia com o sistema fechado.(LORENT, 2005) No entanto, em pacientes com lesão pulmonar aguda/síndrome do desconforto respiratório agudo, o uso do sistema fechado pode reduzir o derrecrutamento e a queda na oxigenação do paciente.(LASOCKI et al, 2006) Esse efeito pode ser influenciado pelo modo ventilatório em uso e pelos ajustes do ventilador.( EL MASRY et al, 2005) Uma manobra de recrutamento após a aspiração pode minimizar os efeitos da aspiração traqueal.(EL MASRY et al, 2005) O custo relacionado ao uso do sistema fechado pode ser reduzido com a troca a cada sete dias, ao invés de diariamente, sem aumentar o risco de infecção respiratória.(STOLLER etl al, 2003)” (JERRE et al, 2007)
ALP, E; GÜVEN, M; YILDIZ, O et al. Incidence, risk factors and mortality of nosocomial pneumonia in intensice care units: a prospective study. Ann Clin Microbiol Antimicrob, 2004;3:17. Avaiable from: http://www.ann-clinmicrob.com/content/3/1/17
American Thoracic Society; Infectious Disease Society of America – Guidelines for the management of adults with hospital-acquired, ventilator-associated, and healthcare-associated pneumonia. Am J Respir Crit Care Med, 2005;171:388-416.
CELIS, R; TORRES, A; GATELL, J.M; ALMELA, M., RODRIGUEZ-ROISIN, R, Agusti-Vidal A. Nosocomial pneumonia. A multivariate analysis of risk and prognosis. Chest. 1988;93:318–24.
EL MARSRY, A.; WILLIAMS, P. F.; CHIPMAN, D. W.; KRATOHVIL, J. P., KACMAREK, R. M. The impact of closed endotracheal suctioning systems on mechanical ventilator performance. Respir Care. 2005;50(3):345-53.
GEORGE, D.L. Epidemiology of nosocomial pneumonia in intensive care unit patients. Clin Chest Med. 1995;16:29–44.
JERRE, George et al. Fisioterapia no paciente sob ventilação mecânica. J. bras. pneumol. [online]. 2007, vol. 33, supl. 22008-10-20], pp. 142-150. < script="sci_arttext&pid=" lng="&nrm=">.
KOLLEF, M. Ventilator-associated pneumonia. JAMA.1993;270:1965-70.
LASOCKI, S, LU Q, SARTORIUS, A; FOUILLAT, D; REMERAND, F.; ROUBY, J.J. Open and closed-circuit endotracheal suctioning in acute lung injury: efficiency and effects on gas exchange. Anesthesiology. 2006;104(1):39-47.
LORENTE, L; LECUONA, M; MARTIN, M.M; GARCIA, C; MORA, M. L, SIERRA, A. Ventilator-associated pneumonia using a closed versus an open tracheal suction system. Crit Care Med. 2005;33(1):115-9.
RICHARDS, M.J, EDWARDS, J.R; CULVER, D.H, GAYNES, R. P. Nosocomial infections in medical intensive care units in the United States: National Nosocomial Infections Surveillance System. Crit Care Med. 1999;27:887–92.
STOLLER, J. K.; ORENS, D. K.; FATICA, C.; ELLIOT, M.; KESTER, L., WOODS, J., et al. Weekly versus daily changes of in-line suction catheters: impact on rates of ventilator-associated pneumonia and associated costs. Respir Care. 2003;48(5):494-9.
TEIXEIRA, P. J Z. et al. Pneumonia associada à ventilação mecânica: impacto da multirresistência bacteriana na morbidade e mortalidade. J Bras Pneumol 2004; 30(6) 540-48

